Divulgo aqui, parte do trabalho que desenvolvi na Educação. Gratidão a você visitante.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Como adaptar suas aulas para a inclusão?
Não podia deixar de Parabenizar a Revista Nova Escola e de postar aqui esta reportagem maravilhosa.
Use este guia como um recurso de apoio para fazer o seu planejamento, melhorar a parceria com o AEE e adaptar as atividades de acordo com a necessidade de cada aluno.
Kevin Vitor Neri Nunes, aluno que usa uma lupa eletrônica para ampliar o texto, na EM Bento Machado Ribeiro.
1º Diagnosticar
Lembre-se de que, para construir novos conhecimentos, o estudante precisa contar com um ponto de partida, isto é, com algum conhecimento já construído por ele e que esteja relacionado ao conteúdo estudado no momento. Por meio de uma sondagem (um diagnóstico inicial ) descubra o que ele já sabe e verifique como pode contribuir com o coletivo. Tire o foco do diagnóstico médico e proponha situações desafiadoras para descobrir até onde o aluno pode chegar. Os laudos médicos são importantes para que conheçamos algumas características que costumam estar presentes em alunos com alguns tipos de deficiência, mas não contribuem para planejar o dia a dia em sala de aula.
É muito comum, sobretudo nos casos de alunos que apresentam algum tipo de deficiência intelectual, que a preocupação seja sobre o que “está faltando”, sobre aquilo que ele não sabe, mas isso raramente ajuda. Em vez de olhar para as dificuldades, foque nas possibilidades de aprendizagem. Você pode propor uma atividade diagnóstica específica e, no dia a dia, manter o olhar atento sobre o que o aluno conhece, qual a sua participação em projetos e trabalhos em grupo e em todas as atividades cotidianas.
A educadora Maria da Paz Castro, da Escola da Vila, em São Paulo, complementa com um exemplo. Ela cita o caso de um aluno que, ao contrário dos colegas, ainda não aprendeu a escrever. Se isso acontece o professor deve investigar o que a criança já sabe em relação à escrita e, a partir daí, traçar uma meta de aprendizagem. “Saber que ele precisa ser alfabetizado é muito pouco, muito amplo, e não nos aponta um caminho. Por outro lado, verificar que, embora não escreva da forma convencional, faz tentativas de escrita utilizando as letras que compõem seu nome, já nos aponta uma meta possível de ser alcançada neste primeiro momento”, explica. Nesta situação imaginada pela especialista é preciso estimular o estudante a ampliar seu repertório de letras. Isso pode ser feito, por meio da apresentação dos nomes dos colegas, para que perceba a existência de outras letras e reflita sobre a melhor forma de utilizá-las.
Outra hipótese, agora na disciplina de Matemática. É possível que haja um estudante que não se mostra capaz de fazer um cálculo simples, mas consegue considerar, por exemplo, que a cada dez números contados a sequência de unidades se repete (21, 22, 23, 24... 31, 32, 33, 34). Para este exemplo, o educador poderia estabelecer algumas metas, como propor uma contagem mais longa e a construção de outros conhecimentos sobre a organização do sistema de numeração, de fundamental importância para que o aluno consiga resolver problemas matemáticos no futuro.
2º Adaptar (ou flexibilizar)
Lembre sempre que as atividades são planejadas com base no contexto da sala de aula. Em algumas situações de adaptação curricular, é necessário transformar apenas os objetivos das sequências didáticas. Em outros casos, você deverá flexibilizar os meios para realizar certas atividades, lançando mão de mais recursos sonoros, visuais ou táteis, por exemplo.
Vejamos: no caso de um projeto que propõe a produção de um livro de animais para crianças do 3º ano, que, na maioria das vezes já sabem escrever, temos, para a classe, objetivos que visam a sistematização da escrita, a construção de procedimentos do escritor relativos ao texto informativo, a escrita das palavras já fazendo uso de muitas regras de ortografia, entre outros. Para aqueles alunos que ainda estão em fase de construção da compreensão das regras do sistema alfabético, podemos ter como meta os avanços que estes alunos podem ter escrevendo os nomes dos animais, observando e analisando o material de pesquisa onde se encontram palavras familiares, arriscando-se a escrever pequenas legendas (ainda que não consigam fazê-lo da forma convencional) etc. No caso dos alunos que apresentam deficiência visual, física ou auditiva, nossa função é fornecer-lhes o acesso ao material, lançando mão dos recursos conhecidos, tais como, aparelhos, lupas, o sistema braile e até das “nossas mãos”, se for preciso.
O currículo deve ser adaptado ou personalizado se o professor, junto à equipe pedagógica da escola, reconhecer a necessidade de o aluno contar com intervenções que se diferenciam de forma significativa das aplicadas ao resto da classe. Todos os alunos precisam aprender e construir procedimentos e posturas condizentes com a condição de estudantes. Portanto, nada de deixar seu aluno com deficiência como “café com leite” da turma.
Para exemplificar, listamos algumas orientações gerais de flexibilização para casos de deficiência intelectual, física, visual e auditiva. Veja:
Deficiência Intelectual: cada um destes alunos é único. Por isso, é preciso conhecer os pontos fracos e fortes dessa criança para fazê-la avançar pelos meios mais adequados. É comum que estes estudantes tenham dificuldades com conteúdos abstratos.
Contextualizar as atividades e os conteúdos com situações do cotidiano podem ajudá-la a aprender. Outra sugestão é flexibilizar o tempo de realização da atividade conforme o ritmo da criança e repetindo as etapas sempre que for preciso. Isso não quer dizer que daremos a eles “todo o tempo do mundo”, pois, assim como os demais, esses alunos precisam ser desafiados a fazer as atividades em um tempo cada vez mais curto.
Deficiência Física: se o seu aluno possui deficiência física nos membros superiores, ofereça a ele pranchetas com apoios para que tenha firmeza ao escrever. Os lápis e canetas também devem estar envoltos em espuma, para que não escorreguem. Se houver limitação nos membros inferiores, este não é um motivo para excluir o aluno das aulas de Educação Física. Eles podem participar jogando com as mãos e você pode adaptar algumas modalidades para que todos joguem nas mesmas condições.
Deficiência Visual: em parceria com o AEE, ofereça registros escritos em braile ao aluno cego. Deixe que ele grave as aulas e, se tiver uma máquina braile, respeite o tempo de escrita desta criança (que pode ser maior que o dos colegas). Providencie, ainda, estímulos táteis, auditivos e olfativos, para que a criança consiga perceber texturas, formas e aromas.
Deficiência Auditiva: ter um intérprete de Libras na escola é um direito. Mas, se a sua escola ainda não contar com a ajuda deste profissional, não desista. Abuse dos estímulos visuais e táteis, ofereça bons registros escritos e em imagens e ajude o seu aluno no dia a dia. Proponha que ele sente nas carteiras da frente e procure falar olhando para o aluno, caso ele seja capaz de fazer a leitura orofacial.
3º Avaliar
Determine metas, intervenções e objetivos de aprendizagem específicos para os alunos que apresentam algum tipo de deficiência. Consequentemente, a avaliação desses estudantes vai refletir as adaptações que você fez para ensinar, já que a avaliação é sempre pautada no que já foi dado em sala de aula.
É fundamental considerar que, se a classe inteira está fazendo uma prova, esse aluno também deverá ser submetido à situação de avaliação que, obviamente, deverá ser construída a partir do que foi trabalhado com ele. Conte com vários instrumentos de avaliação e selecione aqueles que proporcionem maior número e qualidade de informações acerca do desempenho. É sempre bom lembrar que os alunos com deficiência precisam passar pelos momentos avaliação ao mesmo tempo que os colegas. Podemos dizer que este é um princípio importantíssimo para seu processo de inclusão efetivo.
Ainda que a classe esteja trabalhando na área de Matemática com as frações, por exemplo, e ele com os cálculos simples, o aluno deve ser submetido à prova que aborda estes cálculos, deve ser orientado para estudar, e sua prova deve ser montada como as outras. Detalhes como cabeçalho idêntico ao da prova regular, sistema de avaliação (notas ou conceitos) e correção/devolução no mesmo dia e na mesma hora do grupo, são importantíssimos.
A observação do aluno em momentos de aprendizagem ou de atuação coletiva é mais um instrumento bastante valioso e oferece a possibilidade de avaliar outros tópicos, que não os avaliados em uma prova, ou outra situação formal de aprendizagem. Assim, todos os instrumentos são importantes, mas nenhum deles substitui outro.
Não se esqueça de fazer bons registros de todas as atividades realizadas com a turma e de guardar as produções dos alunos. Isso vai ajudá-lo a traçar um panorama de aprendizagem e focar, no planejamento, os pontos em que o aluno ainda precisa avançar. Você também deve criar relatórios periódicos com as análises quantitativa e qualitativa do desempenho dos alunos e utilizar esses dados no momento de replanejar as aulas ou de repensar algumas atividades.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/guia-de-flexibilizacao/passo-a-passo-da-adaptacao.shtml em 13/06/2013
terça-feira, 19 de junho de 2012
Filmes e Leituras (Links)
Filmes sobre Educação Especial
(Postagem desde 2010 com atualização em 2012).
Após
realizar várias pesquisas e leituras, relaciono abaixo, alguns filmes que podem
auxiliar no trabalho pedagógico, alguns estão com link para o site youtube,
alguns são apenas trailer, outros - filmes completos.
AMARGO
REGRESSO (DEFICIENCIA FISICA)
Um
retrato realista dos efeitos da guerra do Vietnã nas famílias dos soldados
americanos. Enquanto seu marido luta no Vietnã, mulher se apaixona por um
soldado paraplégico, amargurado pelas memórias traumáticas da guerra.
A
MÚSICA E O SILÊNCIO (DEF. AUDITIVA)
Desde
a mais tenra idade, Lara serviu de intérprete para seus pais surdos,
ajudando-os a se comunicar com o outros. Já crescida, ela demonstra grande
talento musical. É quando surge um dilema em sua vida pois, se quiser abraçar
uma promissora carreira, terá que mudar-se para Berlim.
À PRIMEIRA VISTA (DEF.
VISUAL)
Traz
através de seus personagens valiosas lições sobre a aprendizagem.
O personagem convivia com a deficiência visual desde a infância e percebia o mundo através das sensações, seus outros sentidos eram apurados e ele desenvolveu várias habilidades que supriam a falta da visão.
O personagem convivia com a deficiência visual desde a infância e percebia o mundo através das sensações, seus outros sentidos eram apurados e ele desenvolveu várias habilidades que supriam a falta da visão.
-
(Ice Castles) Patinadora adolescente é descoberta por famosa treinadora, que
transforma a garota em campeã mundial. No auge da fama, ela sofre acidente, que
a deixa cega, tendo de recomeçar do zero, com a ajuda do namorado.
COMO ESTRELAS NA TERRA -
TODA CRIANÇA É ESPECIAL ( DISLEXIA) COMPLETO
Como
Estrelas na Terra é um filme indiano. Como estrelas na terra relata,
essencialmente, a história de vida de uma criança com dislexia. Retrata,
de forma bastante clara e e lucidativa, as emoções do disléxico e
as reações
familiares, assim como as consequências familiares
e sociais.
DE PORTA EM PORTA (DEF.
FÍSICA)
História
real de Bill Porter, vendedor com deficiência que superou suas limitações e
preconceitos.
ENIGMA
DAS CARTAS (AUTISMO)
Esse drama narra a história de uma garotinha de 6
anos de idade que, ao perceber que havia perdido seu pai, fecha-se para o
mundo, deixando de se comunicar com as pessoas, inclusive com sua própria
mãe. Narra, ainda, o desesperado esforço que esta faz para ter sua filha
de volta.
FELIZ ANO VELHO (DEF.
FÍSICA)
Vencedor
de seis prêmios no Festival de Gramado, inclusive o de melhor roteiro, narra
história de um universitário que mesmo sendo mergulhador fica tetraplégico após
um mergulho em um lago raso. Na cadeira de rodas, recorda a sua adolescência.
FORREST GUMP
O CONTADOR DE HISTÓRIAS - (DEFICIÊNCIA MENTAL)
O
Contador de Histórias Oscar de melhor filme, ator, diretor, roteiro, montagem e
efeitos especiais. O filme mostra como um rapaz com QI abaixo da média,
consegue, por acaso, viver um período da história dos EUA. No filme há
participação de um amputado das pernas.
JANELA DA ALMA (DEF.
VISUAL)
Um
documentário sobre a deficiência visual, no qual 19 pessoas com diferentes
graus - da miopia à cegueira total, falam como vêem os outros e como percebem e
sentem o mundo. Personalidades como Marieta Severo (atriz), Hermeto Pascoal
(músico), Arnaldo Godoy (vereador), Evgen Bvacar (fotógrafo e professor de
estética da Surbone), José Saramago (prêmio Nobel), Wim Wenders (cineasta),
Oliver Sachs (neurologista), e muitos outras fazem surpreendentes e inesperadas
revelações sobre a visão. Premiações.
JOHNNY VAI À GUERRA (DEF.
MÚLTIPLA)
Ganhou
o Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Um jovem volta da primeira guerra
mundial, drasticamente mutilado, sem as pernas, braços e, ainda, sem um pedaço
da face, fica num leito de hospital. A chocante mensagem anti-bélica foi
censurada em diversos países.
Max
escreve uma carta a Mary depois de anos sem mandar notícias devido ao seu
problema de saúde, que logo saberia que é Síndrome de Asperger. O personagem
faz comentários oportunos sobre suas dificuldades em relação a esse autismo
'leve'.
MEU FILHO MEU MUNDO
(AUTISMO)
Quando
nasceu, Raun era um saudável e feliz bebê. com o passar dos meses, seus pais
começam a observar que há alguma coisa estranha com ele, sempre com um ar
ausente. um dia vem a confirmação do que suspeitavam... raun era autista.
decidem então penetrar no mundo da criança, acreditando que somente o milagre
do amor poderia salvá-lo
MEU NOME É RÁDIO ( DEF.
MENTAL)
Uma
grande fonte de informações para quem quer entender quais são os dramas de uma
pessoa com deficiência intelectual, ao se expor numa sociedade que demonstra
despreparada para recebê-la.
MEU PÉ ESQUERDO (DEF.
FÍSICA)
Oscar
de melhor ator e atriz coadjuvante. Esta é a história real do escritor e pintor
irlandês Christy Brown, seqüelado de paralisia cerebral, desde bebê, que
conseguiu pintar e escrever usando para isto, apenas o seu pé esquerdo.
NASCIDO EM 4
DE JULHO (DEFICIÊNCIA FÍSICA)
(Born
On The Fourth Of July) Soldado americano que defendia ideais de seu país, é
ferido no Vietnã e fica paraplégico. No hospital, começa a questionar a posição
americana na guerra e se decepciona. Torna-se um ativista político e é
considerado traidor. Baseado em história real. Oscars para direção e montagem.
O GAROTO SELVAGEM (DEF.
MENTAL)
Cantão
de São Sernin, França, 1798. Três caçadores acham uma criança selvagem, que
possui 11 ou 12 anos. Ele é apelidado de Selvagem de Aveyron (Jean-Pierre
Cargol), sendo que se alimenta de grãos e raízes, não anda como um bípede nem
fala, lê ou escreve. O professor Jean Itard (François Truffaut) se interessa
pelo menino, que é levado a Paris para determinar seu grau de inteligência e
ver como se comporta a mentalidade de um menino que desde cedo foi privado da
educação, por não conviver com ninguém da espécie.
O OITAVO DIA
(SINDROME DE DOWN)
Prêmio
de melhores atores em Cannes. Ao vagar sem rumo pelas estradas da França, um
empresário estressado, por pouco atropela um jovem com da Síndrome de Down. O
empresário leva-o no seu carro e a partir daí nasce uma profunda amizade entre
os dois.
ÓLEO
DE LORENZO (DEF. FÍSICA)
O
filme é baseado em fatos reais. Conta a história de Lorenzo e da luta dos seus
pais para salvá-lo de uma rara doença, recusando o prognóstico médico de uma
doença incurável, com perspectiva de vida de dois anos.
RAIN MAN
( AUTISMO)
Rapaz
viaja a asilo a fim de aproximar-se do irmão autista e herdar toda a fortuna
paterna sozinho. Em sua viagem de volta, os dois redescobrem os antigos
sentimentos e passam a viver juntos e sem ressentimentos.
É possível encontrar uma
relação bem completa de filmes, uma colaboração de Andreia Maria Micai
Gatti no site www.pessoacomdeficiência.com
domingo, 1 de abril de 2012
Dia do Autismo
02 de ABRIL dia de ascender a luz azul e ultrapassar mais uma barreira.
Mucura é um personagem autista, com ele as crianças poderão aprender um pouco sobre o autismo e assim aprenderão a conviver melhor com o coleguinha de sala que é autista.
O material foi retirado do site da tribo do Guaraná e editado em Power Point pelas amigas do blog professoressolidarios http://professoressolidarios.blogspot.com.br/2011/04/mucura-sou-autista-sim-e-dai.html .
Salvei em formato jpg e disponibilizo aqui.
Salvei em formato jpg e disponibilizo aqui.
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