quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ficha Individual De Encaminhamento Do Aluno Para Sala De Recursos

ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ASSESSORIA PEDAGÓGICA DE TERRA NOVA DO NORTE
ESCOLA ESTADUAL NORBERTO SCHWANTES
FICHA INDIVIDUAL DE ENCAMINHAMENTO DO ALUNO
PARA SALA DE RECURSOS

I – DADOS PESSOAIS DO (A) ALUNO (A):
Nome do (a) Aluno(a) _________________________________________________________
Data de Nascimento _______/________________/_________ Idade _____________
Naturalidade ________________________________________________________________
Endereço ___________________________________________________________________
Telefone ___________________________________________________________________
Nome dos Pais ______________________________________________________________
_______________________________________________________________
Com quem mora _____________________________________________________________

Ano Letivo: 2011 Fase:( ) Ciclo: ( ) Turma:______
Turno: Matutino ( ) ( )Vespertino ( )

Professora Sala Regular _______________________________________________________

Professora da Sala de Recurso: __________________________________________________

Esta ficha tem como objetivo colher dados preliminares sobre o aluno, que justifique seu encaminhamento a Sala de Recursos.Para que se possa fazer um bom estudo do aluno que você está encaminhando, é importante algumas informações, que só você,professor, que o acompanha no dia a dia escolar, pode fornecer.As questões que se seguem dizem respeito às áreas do desenvolvimento infantil a serem trabalhadas, com vistas ao progresso global dos alunos, na certeza de que:

1. A natureza das disfunções na aprendizagem deve ser considerada como conseqüência de inúmeros fatores, e não como a causa primeira do fracasso escolar.
2. A modificação do quadro de insucessos pode ocorrer em qualquer idade, e não apenas em crianças pequenas.
3. As estratégias de intervenção devem ser adequadas aos interesses e necessidades das crianças, evitando-se estímulos tão elementares que possam provocar desinteresse pelo aprender, reforçando-lhe, ao mesmo tempo auto-conceitos negativos.
4. As dificuldades na aprendizagem podem ser superadas quando os alunos são devidamente estimulados e aceitos.

II - MOTIVO DO ENCAMINHAMENTO

a) ( ) Baixo Rendimento Escolar
b) ( ) Problemas de Comportamento
c) ( ) Problemas Emocionais
d) ( ) Suspeita de Superdotação
e) ( ) Dificuldades Auditivas
f) ( ) Dificuldades Visuais
g) ( ) Dificuldades Motoras
h) ( ) Dificuldades de Linguagem
i) ( )Outra (s) _____________________________________________________________

A - Baixo rendimento escolar

1.0 - Quanto a psicomotricidade:

A Psicomotricidade é a integração das funções motrizes e mentais. Responde a uma dupla finalidade: assegurar o desenvolvimento intelectual da criança, levando em conta as suas possibilidades bem como ajudar sua afetividade e se expandir e se equilibrar.
A Educação Psicomotora é indispensável a toda criança, seja ela dita normal ou com problemas de aprendizagem. O desenvolvimento psicomotor abrange (6) itens didaticamente distintos:

1.1 - Esquema corporal, por meio do qual a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de expressar–se por seu intermédio.

-O aluno:

( ) identifica partes do corpo
( ) identifica partes do corpo do outro
( ) diz a função das partes do corpo

1.2 - lateralidade traduz-se pelo estabelecimento da dominância lateral da mão, olho e pé, do mesmo lado do corpo.

- Ao escrever, recortar ou segurar qualquer objeto o aluno utiliza:

( ) mão direita ( ) mão esquerda

- Ao chutar, utiliza:
( ) pé direito ( ) pé esquerdo

- Ao escrever, o aluno, começa:
( ) pelo lado esquerdo ( ) pelo lado direito
( ) no meio ( ) no final

1.3 - Estruturação espacial, tomada de consciência, pela criança, da situação de seu próprio corpo no meio ambiente, ou seja, do lugar que ocupa e da orientação que pode ter em relação às pessoas e às coisas que a cercam.

- O aluno tem dificuldade distinguir:

( ) à frente/atrás ( ) perto/longe/ao lado
( ) para dentro/para fora ( ) último/primeiro
( ) acima/abaixo

1.4 - Orientação temporal, capacidade da criança se situar em função da sucessão, da duração e da periodicidade dos acontecimentos, bem como do caráter irreversível do tempo.

- O aluno tem dificuldade em distinguir:

( ) antes/depois ( ) hoje/ontem ( ) rápido/lento
( ) cedo/tarde ( ) dia/noite ( ) agora

1.5 - Tônus, postura e equilíbrio, constituem a capacidade da criança conquistar atitudes habituais cômodas e sustentáveis de serem mantidas com um mínimo de fadiga, sem desequilíbrio ou vícios de postura.

- O aluno

( ) anda mal em linha reta
( ) tem defeito de postura (cabeça baixa, ombros para frente, corcunda, etc.)
( ) deixa cair objetos que segura
( ) tem dificuldade para apanhar pequenos objetos usando polegar e o indicador
( ) apresenta constantes movimentos involuntários (tiques e cacoetes)
( ) apresenta desleixo ao sentar e/ou ao andar
( ) o traçado da letra é excessivamente forte
( ) escreve fora da linha
( ) ao recortar sai do contorno do desenho
( ) o traçado da letra é excessivamente fraco


1.6 - Pré-escrita, psicomotricidade fina ou coordenação dinâmica manual, constituiu a capacidade de coordenação óculo-manual necessária para a aprendizagem das letras e dos números, para o domínio dos gestos, dos movimentos delicados com as mãos e com os dedos, associando-os, primeiramente, com a motricidade ocular.

- O aluno apresenta dificuldade em:

( ) usar tesoura ( ) cobrir pontilhados
( ) dar laços ( ) enfiar
( ) empilhar objetos ( ) encaixar objetos
( ) copiar do quadro ( ) pintar
( ) desenhar ( ) recortar

• Coloque as intervenções feitas em sala de aula com relação aos itens anteriormente destacados:
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2.0 – QUANTO A COGNIÇÃO:

Entende-se por cognição o ato ou ação de conhecer ou de adquirir conhecimentos. Em todas as correntes que tentam explicar como a criança aprende e pensa, há um denominador comum: a aceitação de que se trata de fenômenos complexos, porque envolvem aspectos culturais e biopsicológicos. O desenvolvimento da área cognitiva pressupõe a estimulação da percepção, memória, atenção, raciocínio, conceituação, linguagem.

2.1- Percepção e discriminação, ato ou efeito de conhecer os objetos em suas qualidades ou relações. O fenômeno perceptivo implica em integração de estímulos e atribuição de significados aos mesmos, em interpretações pessoais acerca dos diferentes objetos.

2.12- Percepção visual

- O aluno tem dificuldade em discriminar:

( ) cores ( ) tamanhos ( ) quantidades
( ) formas ( ) direções ( ) semelhanças e diferenças
( ) tamanhos (grande, pequeno, maior, menor)

2.3 – Percepção Auditiva:

O aluno apresenta dificuldade em:

( ) distinguir sons vocais e não vocais ( ) reproduzir sons
( ) localizar a fonte sonora _________________________________________

2.4 - Percepção gustativa

- O aluno consegue reconhecer sabores doces, amargos, azedos, salgados?

( ) sim ( ) não ________________________________

2.5 - Percepção olfativa

O aluno consegue discriminar odores?

( ) sim ( ) não ________________________________

2.6 - Percepção tátil

- O aluno consegue através de o tato distinguir:
(Coloque S para Sim e N para Não)

( ) objetos ( ) formas ( ) tamanhos ( ) posição
( ) quantidades ( ) temperaturas ( ) texturas


3.0 - Memória é a capacidade de registrar, fixar e recortar estímulos visuais, auditivos e táteis, sejam estáticos ou cinéticos.


3.1 - Memória visual

- O aluno apresenta dificuldade em:

( ) compreender os estímulos visuais
( ) reter e evocar nomes de lugares, pessoas, objetos, figuras, frases, números
( ) reproduzir situações ocorridas (em filmes, TV, situações reais)
( ) reproduzir desenhos

3.2 - Memória auditiva

- O aluno é capaz de reter e evocar sons:
(S para Sim N para Não)

( ) onomatopaicos ( ) ordens verbais ( ) letras de música
( ) notícias ( ) histórias ( ) trecho lido
( ) frases


3.3 - Memória visomotora

- O aluno é capaz de: (S para Sim N para Não)

( ) reproduzir desenhos ou dobraduras, segundo modelos anteriormente vistos
( ) reproduzir movimentos com o corpo, após demonstração (dança, exercícios corporais)
( ) imitar situações da vida diária (ir às compras, à escola, à festas, à escola)

4.0 - A atenção constitui-se no modo como a mente seleciona e fixa determinados estímulos por um período de tempo variável, segundo a motivação, fadiga do sujeito.

- O aluno: (S para Sim N para Não)

( ) controla a atenção
( ) é dispersivo
( ) é desatento, olhar distante

5.0 - Raciocínio, processo subjetivo, não visível, manifesta-se oralmente ou por escrito, evidenciando o modo como o pensamento se organiza; são formas de pensar graças às quais se procuram resolver problemas: coletando dados, levantando hipóteses, selecionando a melhor e testando-a.

- O aluno apresenta dificuldade em:

( ) resolver problemas simples
( ) resolver problemas complexos
( ) explicar uma situação
( ) realizar tarefas definidas
( ) tirar conclusões lógicas de determinadas situações
( ) fazer críticas

6.0 - Conceituação é a capacidade de organizar ou classificar objetos através da abstração de suas características gerais, o que permite a representação dos mesmos, pelo pensamento. Conceituar significa, classificar objetos segundo critérios como: sua natureza (animais, flores,... ), o material de que são feitos (madeira, vidro...), sua utilidade (mobiliário, vestuário,...) ou outras propriedades, isoladas ou combinadas.

- O aluno apresenta dificuldades em classificar os objetos quanto:

( ) cor ( ) forma ( ) natureza ( ) tamanho
( ) posição ( ) quantidade ( ) utilidade
( ) tipo de material que o constitui


7.0 - Linguagem é todo o sistema de signos que serva como o meio de comunicação entre indivíduos e que pode ser percebido pelos órgãos dos sentidos. Na aprendizagem da linguagem, devem ser considerados os níveis de maturação, as experiências anteriores, a motivação, as diferenças individuais e a socialização das crianças.

- Dificuldades apresentadas pelo aluno quanto a Fala:

( ) omite fonemas
( ) fala de forma incompreensível
( ) apresenta gagueira
( ) apresenta vocabulário aquém de sua idade
( ) fala muito rapidamente (sem clareza)
___________________________________________________________________________


- Dificuldades apresentadas pelo aluno quanto a Leitura:

( ) identificar as vogais ( ) unir vogais
( ) troca letras ( ) ler palavras simples
( ) fazer leitura interpretativa ( ) respeitar pontuação
( ) inventar palavras ( ) saltar linha
( ) omitir fonemas ( ) trocar fonemas
( ) inverter fonemas ( )aproximar o rosto do texto
( ) lê soletrando palavras, frases ou textos
( ) mexe os lábios ao fazer leitura silenciosa
( ) não lê

- Dificuldades apresentadas pelo aluno quanto a Escrita:

( ) escrever sobre a linha
( ) omite letras ou palavras
( ) acrescenta letras
( ) substitui letras visualmente semelhantes (ex: u/v, e/l )
( ) troca letras auditivamente semelhantes ( ex: pato/bato)
( ) identifica letras de orientação simétrica: p/d, n/u
( ) tremor no traçado
( ) direção do traçado
( ) escrita ilegível
( ) inconstância no tamanho da letra
( ) grafia ilegível
( ) muita força muscular ao escrever
( ) pouca força muscular ao escrever
( ) dificuldade motora ao escrever
( ) identificar vogais
( ) unir vogais
( ) copiar palavras ou textos do quadro ou de livros
( )outros _________________________________________________________________

B - PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO

- O aluno apresenta problemas de comportamentos relativos a:

a) Indisciplina
( ) sempre ( ) quase sempre ( ) às vezes

Em que situações?

( ) quando a tarefa é difícil
( ) quando a tarefa é oral
( ) quando vem aborrecido de casa
( ) quando alguém o agride
( ) quando agride alguém
( ) outros ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b) Com freqüência

( ) sim ( ) Não

Em caso positivo a que você atribui a sua freqüência?________________________________
___________________________________________________________________________

c) Conduta inadequada

( ) agressividade
( ) mentira
( ) furto
( ) exibicionismo
( ) apatia
( ) inquietação
( ) egoísmo
( ) excessiva preocupação com a sexualidade
( ) hiperativo
( ) rói unhas
( ) é birrenta
( ) chupa o dedo
( ) é retraída, sonhadora
( ) apresenta tiques, quais? ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
( ) outros?_________________________________________________________________
C. PROBLEMAS EMOCIONAIS

- O aluno apresenta comportamento que podem ser caracterizados como problemas emocionais, como:

( ) carência afetiva
( ) choro fácil
( ) riso imotivado freqüente
( ) fala excessivamente sobre suas dificuldades
( ) insegurança
( ) timidez excessiva
( ) isolamento
( ) outro. Quais: ___________________________________________________






D. ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO

Altas habilidades/Superdotação, referem-se aos comportamentos observados e/ou relatos que confirmam a expressão de “traços consistentemente superiores” em relação a uma média (por exemplo: idade, produção, ou série escolar) em qualquer campo do saber ou do fazer.

- O aluno vem se destacando em um ou mais dos seguintes aspectos:

( ) Intelectual - apresenta flexibilidade; de independência de fluência de pensamento; rapidez e facilidade de aprendizagem; capacidade de pensamento abstrato para analisar; associar; avaliar; maturidade de julgamento; elevada compreensão e memória; capacidade para resolver problemas; poder excepcional de observação; fluência verbal.

( ) Acadêmico – capacidade de atenção; memória; interesse e motivação pelas tarefas acadêmicas; velocidade e precisão percentuais; habilidade para avaliar; sintetizar e organizar o conhecimento; destaca-se pelas habilidades especiais em Matemática; Informática; Línguas e outras áreas; dispõe de grande quantidade de informação na área que lhe é peculiar; desempenho excepcional na Escola.

( ) Criativo – capacidade de encontrar soluções diferentes e inovadoras; facilidade de auto- expressão; fluência; originalidade e flexibilidade; mais fantasia; interesse precoce por atividades intelectuais; curiosidade; desejo de melhorar as ordens e os sistemas geralmente aceitos; originalidade; estabelece com rapidez relações de causa e efeito.

( ) Psicomotricinestésico – que se destaca por sua habilidade e interesse por atividades físicas e psicomotoras, agilidade, força e resistência, controle e coordenação motora;

( ) Tratamento especial – para uma ou mais das seguintes áreas: Artes plástica; Comunicação; Relacionamento Humano; Música; etc...


E. DIFICULDADES AUDITIVAS

- O aluno apresenta dificuldades em:
( 1 ) perceber sons
( 2 ) reconhecer sons
( 3 ) discriminar sons

( ) ( ) ( ) ambientais
( ) ( ) ( ) instrumentais
( ) ( ) ( ) articulados (voz humana)

( ) O aluno está sempre a exigir que o professor repita o que disse
( ) Apresenta dor ou supuração de ouvido
( ) Não atende quando solicitado
( ) Não reage a sons pouco intensos, fora do seu campo visual

F. DIFICULDADES VISUAIS

- O aluno apresenta:

( ) irritação crônica nos olhos (olhos lacrimejantes, pálpebras avermelhadas, inchadas ou remelosas)
( ) náuseas, dupla visão ou névoas durante ou após a leitura
( ) tentativas de afastar com as mãos os impedimentos visuais
( ) pestaneja, pestanejamento constante, principalmente durante a leitura
( ) hábito de esfregar os olhos, franzir ou contrair o rosto ao olhar objetos distantes
( ) inquietação, irritabilidade ou nervosismo excessivos de um prolongado e atento trabalho visual.
( ) inclinação de cabeça para um lado durante a leitura
( ) cautela excessiva no andar, correr raramente e tropeçar sem razão aparente
( ) desatenção anormal durante trabalhos no quadro-de-giz, mapas de paredes, etc.
( ) capacidade de leitura por apenas um período curto
( ) hábito de, durante a leitura, segurar o livro muito perto, muito distante, em outra posição incomum, ou ainda, fechar ou tampar um olho.

III. RELACIONAMENTO DO PROFESSOR COM O ALUNO:

- Descreva o relacionamento do seu aluno com você e demais pessoas da escola
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- Descreva alguns pontos positivos de seu aluno
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- Outras observações que deseja abordar sobre o seu aluno
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Assinaturas

Professor da Sala Regular:
Professor da Sala de Recurso:
Coordenação Pedagógica:
Direção:

Data: _______/_______/________

Esta ficha deve ser adaptada a cada ano, visando sempre um melhor aproveitamento.
Aos colegas que copiarem este material, favor dar as devidas referências.
Deixem seu comentário.

ABRAÇOS PEDAGÓGICOS

domingo, 4 de dezembro de 2011

Máscaras Africanas

Projeto Máscaras Africanas


A articulação entre teoria e prática é sempre um desafio entre o pensar e o fazer. Há uma grande distância que pode ser vencida e um dos caminhos possíveis para a superação dessa situação é a construção de estratégias de integração entre pressupostos teóricos aliados às práticas pedagógicas.

A E.E. Norberto Schwantes de Terra Nova/MT desenvolveu durante este ano, atividades dentro do Projeto “Cultura Afro-Brasileira e Mato-grossense”. O projeto foi idealizado e construído durante a semana pedagógica, no início do ano letivo e trabalhado no decorrer do mesmo com encerramento cultural no dia 18 de Novembro de 2011. A apresentação realizou-se através de oficinas que possibilitaram aos alunos interagirem com: textos, filmes, músicas, vídeos, danças, dramatizações, pintura em tela, artesanato em biscuit, capoeira e culinária.

Na Sala de Recurso Multifuncional, desenvolvi o Subprojeto Máscaras Africanas, os diversos povos africanos através das suas manifestações artísticas, possibilitaram aos ocidentais uma nova concepção da arte e do belo. As Máscaras retrataram variedades faciais que podem ser abstratas, animais, uma combinação de características humanas como expressões amedrontadoras, exageradas ou alegres e festivas, além de se diferenciar através de suas várias formas e tamanhos diferentes. Por ser a arte desse continente muito ampla, a prioridade foi o trabalho artístico com Máscaras Africanas, acreditei que o ensino da arte está intimamente ligado ao interesse de quem ensina e aprende rompendo com as barreiras da exclusão, visto que a prática educativa está embasada na capacidade de cada um. Cada aluno da Sala de Recurso tem suas particularidades que se respeitadas e bem trabalhadas dentro das limitações de cada indivíduo, há possibilidades de bons resultados.

O trabalho com a arte contribuiu para que os alunos inclusos explorassem seu intelecto, suas funções psicomotoras e a vivenciando a valorização social ao ver seu trabalho exposto e apreciado por toda uma comunidade.

Referências Bibliográficas



FERNÀNDEZ, a. A inteligência Aprisionada – abordagem psicopedagógica clínica a criança e sua família.Porto alegre, Artes Médicas, 1991.

LAKOMY, Ana Maria. Psicopedagogia – Teorias Cognitivas da Aprendizagem. Curitiba/PR. Ed. IBPEX. 1ª edição. 2008.


ARNHEIM, R. Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. São Paulo: Pioneira/USP, 1980.



















RESULTADO FINAL DESTA LINDA ARTE:
























































quinta-feira, 9 de junho de 2011

Discalculia






Discalculia (Simaia Sampaio)


A matemática para algumas crianças ainda é um bicho de sete cabeças. Muitos não compreendem os problemas que a professora passa no quadro e ficam muito tempo tentando entender se é para somar, diminuir ou multiplicar; não sabem nem o que o problema está pedindo. Alguns, em particular, não entendem os sinais, muito menos as expressões. Contas? Só nos dedos e olhe lá.
Em muitos casos o problema não está na criança, mas no professor que elabora problemas com enunciados inadequados para a idade cognitiva da criança.
Carraher afirma que:

“Vários estudos sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como “mais”, “menos”, maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é maior” e não no sentido relativo de “ ter mais que” ou “ser maior que”. A compreensão dessas expressões como indicando uma relação ou uma comparação entre duas coisas parece depender da aquisição da capacidade de usar da lógica que é adquirida no estágio das operações concretas”...”O problema passa então a ser algo sem sentido e a solução, ao invés de ser procurada através do uso da lógica, torna-se uma questão de adivinhação” (2002, p. 72).



No entanto, em outros casos a dificuldade pode ser realmente da criança e trata-se de um distúrbio e não de preguiça como pensam muitos pais e professores desinformados.
Em geral, a dificuldade em aprender matemática pode ter várias causas.
De acordo com Johnson e Myklebust, terapeutas de crianças com desordens e fracassos em aritmética, existem alguns distúrbios que poderiam interferir nesta aprendizagem:

• Distúrbios de memória auditiva:

- A criança não consegue ouvir os enunciados que lhes são passados oralmente, sendo assim, não conseguem guardar os fatos, isto lhe incapacitaria para resolver os problemas matemáticos.
- Problemas de reorganização auditiva: a criança reconhece o número quando ouve, mas tem dificuldade de lembrar do número com rapidez.

• Distúrbios de leitura:



- Os dislexos e outras crianças com distúrbios de leitura apresentam dificuldade em ler o enunciado do problema, mas podem fazer cálculos quando o problema é lido em voz alta. É bom lembrar que os dislexos podem ser excelentes matemáticos, tendo habilidade de visualização em três dimensões, que as ajudam a assimilar conceitos, podendo resolver cálculos mentalmente mesmo sem decompor o cálculo. Podem apresentar dificuldade na leitura do problema, mas não na interpretação.

- Distúrbios de percepção visual:

A criança pode trocar 6 por 9, ou 3 por 8 ou 2 por 5 por exemplo. Por não conseguirem se lembrar da aparência elas têm dificuldade em realizar cálculos.

• Distúrbios de escrita:
- Crianças com disgrafia têm dificuldade de escrever letras e números.

Estes problemas dificultam a aprendizagem da matemática, mas a discalculia impede a criança de compreender os processos matemáticos.
A discalculia é um dos transtornos de aprendizagem que causa a dificuldade na matemática. Este transtorno não é causado por deficiência mental, nem por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização, por isso é importante não confundir a discalculia com os fatores citados acima.
O portador de discalculia comete erros diversos na solução de problemas verbais, nas habilidades de contagem, nas habilidades computacionais, na compreensão dos números.
Kocs (apud García, 1998) classificou a discalculia em seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos:
1. Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.
2. Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.
3. Discalculia Léxica - Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.
4. Discalculia Gráfica - Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.
5. Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.
6. Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.

Na área da neuropsicologia as áreas afetadas são:

• Áreas terciárias do hemisfério esquerdo que dificulta a leitura e compreensão dos problemas verbais, compreensão de conceitos matemáticos;
• Lobos frontais dificultando a realização de cálculos mentais rápidos, habilidade de solução de problemas e conceitualização abstrata.
• Áreas secundárias occípito-parietais esquerdos dificultando a discriminação visual de símbolos matemáticos escritos.
• Lobo temporal esquerdo dificultando memória de séries, realizações matemáticas básicas.

De acordo com Johnson e Myklebust a criança com discalculia é incapaz de:

• Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
• Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.
• Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.
• Classificar números.
• Compreender os sinais +, - , ÷, ×.
• Montar operações.
• Entender os princípios de medida.
• Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas.
• Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.
• Contar através dos cardinais e ordinais.

Os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:

1. Dificuldade na memória de trabalho;
2. Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
3. Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefas de escrita);
4. Não há problemas fonológicos;
5. Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
6. Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
7. Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.

De acordo com o DSM-IV, o Transtorno da Matemática caracteriza-se da seguinte forma:
• A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
• As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.
• Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas.
• Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse Transtorno, como as habilidades lingüisticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos), perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas (dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).

Quais os comprometimentos?

• Organização espacial;
• Auto-estima;
• Orientação temporal;
• Memória;
• Habilidades sociais;
• Habilidades grafomotoras;
• Linguagem/leitura;
• Impulsividade;
• Inconsistência (memorização).

Ajuda do professor:

O aluno deve ter um atendimento individualizado por parte do professor que deve evitar:

• Ressaltar as dificuldades do aluno, diferenciando-o dos demais;
• Mostrar impaciência com a dificuldade expressada pela criança ou interrompê-la várias vezes ou mesmo tentar adivinhar o que ela quer dizer completando sua fala;
• Corrigir o aluno freqüentemente diante da turma, para não o expor;
• Ignorar a criança em sua dificuldade.

Dicas para o professor:

• Não force o aluno a fazer as lições quando estiver nervoso por não ter conseguido;
• Explique a ele suas dificuldades e diga que está ali para ajudá-lo sempre que precisar;
• Proponha jogos na sala;
• Não corrija as lições com canetas vermelhas ou lápis;
• Procure usar situações concretas, nos problemas.


Ajuda do profissional:

Um psicopedagogo pode ajudar a elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem.
Recomenda-se pelo menos três sessões semanais.
O uso do computador é bastante útil, por se tratar de um objeto de interesse da criança.
O neurologista irá confirmar, através de exames apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para tratamento. Um neuropsicologista também é importante para detectar as áreas do cérebro afetadas. O psicopedagogo, se procurado antes, pode solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

O que ocorre com crianças que não são tratadas precocemente?

• Comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global
• O aluno fica inseguro e com medo de novas situações
• Baixa auto-estima devido a críticas e punições de pais e colegas
• Ao crescer o adolescente / adulto com discalculia apresenta dificuldade em utilizar a matemática no seu cotidiano.


Qual a diferença? Acalculia e Discalculia.
A discalculia já foi relatada acima.
A acalculia ocorre quando o indivíduo, após sofrer lesão cerebral, como um acidente vascular cerebral ou um traumatismo crânio-encefálico, perde as habilidades matemáticas já adquiridas. A perda ocorre em níveis variados para realização de cálculos matemáticos.

Cuidado!
As crianças, devido a uma série de fatores, tendem a não gostar da matemática, achar chata, difícil. Verifique se não é uma inadaptação ao ensino da escola, ou ao professor que pode estar causando este mal estar. Se sua criança é saudável e está se desenvolvendo normalmente em outras disciplinas não se desespere, mas é importante procurar um psicopedagogo para uma avaliação.
Muitas confundem inclusive maior-menor, mais-menos, igual-diferente, acarretando erros que poderão ser melhorados com a ajuda de um professor mais atento.


A CRIANÇA COM DISCALCULIA MANIFESTA:

1) Deficiência quanto a organização viso-espacial e integração não-verbal;
2) Dificuldade na percepção quanto a diferença de quantidade, forma, tamanho, comprimento;
3) Capacidade auditiva extraordinária, normalmente falam cedo;
4) Apresenta excelente vocabulário de leitura e habilidades de silabação, no entanto, apresentam dificuldade quanto a compreensão;
5) Dificuldade no sentido de direção ( direita/esquerda );
6) Dificuldade quanto ao padrão-motor para a escrita.



Bibliografia:




JOSÉ, Elisabete da Assunção José & COELHO, Maria Teresa. Problemas de Aprendizagem. 12ª edição, São Paulo: Ática.


http://www.mps.com.br/InfoServ/renascer/neurologia.htm

http://www.psiqweb.med.br/cursos/linguag.html
http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/disturbios.htm#Discalculia







As dificuldades de aprendizagem no cálculo podem ser:








































1 – Inversão do número em espelho.


· Falha nas coordenadas espaciais.


Trabalhar na organização espacial, direcionalidade.


2 – Inversão do número em posição.


· Dificuldade na seqüência temporal.


· Trabalhar na organização visual.


3 – Escrita e leitura no número independentemente ( 102 = 1002)


Por falta de domínio das classes, ordem e valor relativo do numeral.


· Rever aspectos anteriores ao número.


- classificação, seriação, correspondência.


- conservação de quantidade ao nível de corpo,


- Objeto, letra e número.


- Registro de quantidade, valor relativo ao número.


4 – Adição do numeral isolado.


· Falta de domínio das classes, ordem e valor relativo ao numeral.


5 – Confusão na leitura e/ou escrita do numero.


· Falha na discriminação visual.


· Dificuldade de compreensão do número como um símbolo.


· Trabalhar a representação simbólica de conjuntos (tributos) cor, forma, tamanho, espessura e número.


6 – Confusão na relação do número à quantidade


· Dificuldade em associar o número à sua quantidade.


· Dificuldade de representar símbolo.


· Trabalhar símbolos.


7 – Confusão dos sinais operatórios


· Dificuldade na compreensão dos significados dos sinais (conceituação).


· Dificuldade na representação dos símbolos operatórios.


· Trabalhar símbolos.


8 – Não arma operações, ou faz inadequadamente.


Falhas na organização temporal e espacial.


Dificuldade do domínio dos símbolos.


Trabalhar percepção têmporo-espacial.


Trabalhar elementos anteriores ao número.


9 – Não realiza problemas


· Falta de domínio do significado dos termos operatórios, dos quantificadores e dos símbolos.


· Trabalhar elementos anteriores ao número.